Enquanto algumas fabricantes de smartphones da China recém-chegadas, como Realme, OPPO e Jovi (vivo), tentam avançar no mercado brasileiro, a conterrânea asiática Xiaomi já está na briga para ser protagonista desse setor cada vez mais acirrado no País. Nos últimos seis anos, a marca passou de 5,78% de market share em 2019 para 20,42% em junho de 2025, quando assumiu a segunda posição em número de aparelhos conectados à internet em território brasileiro, segundo dados da consultoria especializada StatCounter.
Em um segmento dinâmico, a Xiaomi encerrou o ano passado praticamente empatada com a Apple na terceira posição, com 16% dos celulares conectados. Samsung, com 34,92%, e Motorola, com 20,57%, são as empresas que lideram em smartphones nas mãos dos brasileiros. Agora, a Xiaomi dá um passo importante para se consolidar entre as três primeiras do ranking ao lançar no País a linha Redmi 15, a mais vendida da companhia no mundo.
“É uma linha que traz uma grande evolução tecnológica em relação à anterior. Tem muita coisa nova em resistência, potência de processamento, bateria e câmera fotográfica”, disse Luciano Barbosa, head de Operações da DL, distribuidora oficial e exclusiva da Xiaomi no Brasil.
A empresa tem se preparado desde o segundo semestre do ano passado para trazer as remessas e abastecer os centros de distribuição por aqui. As vendas já começaram e, nesta semana, a marca inicia as campanhas de marketing em diversas plataformas.

Para o executivo, os cinco modelos Redmi Note 15 que entram no mercado nacional vão movimentar os próprios fãs fiéis à marca e atrair consumidores acostumados com outras fabricantes.
“Essa linha vai trazer muita migração de usuários de linhas anteriores. E vai haver uma movimentação maior de quem usa outras marcas para a Xiaomi devido ao fato de haver muita tecnologia, com preços competitivos”, afirmou Barbosa.
A linha Redmi Note 15 é considerada intermediária avançada. Nos canais oficiais do Brasil, são comercializadas as versões Redmi Note 15 Pro 5G, Redmi Note 15 5G e Redmi Note 15 4G. Os preços sugeridos variam de R$ 2.799,99 a R$ 4.499,99. São mais baratos do que os da linha anterior.
A redução de preço e o aumento da tecnologia oferecida são uma política adotada globalmente pela Xiaomi, que, no terceiro trimestre de 2025, registrou receita de US$ 6,6 bilhões em vendas de smartphones, 1% a mais do que no segundo trimestre.
Os embarques globais somaram 43,3 milhões de unidades, 2% superiores aos do segundo trimestre. Segundo relatório da companhia, o preço médio foi 1% inferior de um trimestre para outro.
De acordo com dados da Omdia, no terceiro trimestre de 2025 a Xiaomi manteve a posição entre os três primeiros colocados em embarques globais de smartphones, com uma participação de mercado de 13,6%. Na América Latina, é a segunda colocada, com 17,9% de participação de mercado, aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
A comercialização de smartphones é apenas uma das verticais da Xiaomi, que fabrica e vende milhares de dispositivos eletrônicos, de carros a guarda-chuvas tecnológicos. A receita global de janeiro a setembro de 2025 foi de US$ 48,8 bilhões, 32,5% a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Lojas próprias
No Brasil, a Xiaomi acaba de inaugurar sua 55ª loja de marca própria em Osasco, na Grande São Paulo, após um ano sem abrir novas operações.
A operação do varejo direto da marca passou 2025 em ajuste de operação, direcionamento de exposição de produtos, para em 2026 retomar o desenvolvimento de unidades.
Não há um número exato de lojas que serão abertas neste ano, mas devem ser mais duas ou três, segundo apurou a reportagem
