Em um mundo onde a globalização, a tecnologia e a inteligência artificial remodelam a sociedade, as antigas divisões de direita e esquerda tornaram-se meros rótulos sem substância diante do verdadeiro eixo que move as nações: a economia. Hoje, mais do que nunca, vemos que a economia é o partido mais relevante e universal, capaz de integrar uma sociedade inteira em torno de objetivos comuns.
No Brasil, essa realidade é ainda mais evidente. Enquanto o debate político muitas vezes se perde em polarizações ideológicas, é o pragmatismo econômico que tem conduzido o país a avanços concretos. O Brasil, inserido em redes globais de valor e sob normas internacionais como as da OMC, vem mostrando que a economia é o verdadeiro “partido” que realmente importa.
Exemplos concretos não faltam. O avanço da economia digital, com o uso de ferramentas como o Pix, que democratiza o acesso financeiro, e a consolidação de marcos regulatórios essenciais, como o do saneamento básico e do 5G, mostram que a economia brasileira está cada vez mais alinhada com o cenário global. Isso é a verdadeira prática de uma sociedade civilizada, que toma suas decisões de consumo e investimento não com base em ideologias, mas em oportunidades e eficiência.
A mídia, por sua vez, precisa acompanhar essa mudança. Muitas vezes, ela se perde em narrativas políticas e esquece de mostrar que o verdadeiro impacto vem das transformações econômicas. Quando um país como o Brasil se integra a acordos gigantescos, como o entre Mercosul e União Europeia, estamos falando de 40 países, mais de 700 milhões de pessoas e trilhões de dólares em jogo. É a economia que define esse novo mapa global, e é ela que merece ser o foco das discussões.
Portanto, o convite é claro: vamos deixar de lado as divisões simplistas e abraçar o partido da economia. É nesse terreno que o Brasil pode realmente avançar e se posicionar como uma potência moderna e integrada. Esse é o maior e mais importante partido do nosso tempo: o partido do progresso econômico, da inclusão tecnológica e da racionalidade acima das ideologias.
Com todo respeito e reconhecimento que tenho por ela, fiz esse artigo com a minha própria inteligência, conhecimento e vontade.
*Agostinho Turbian é empresário, conselheiro e sócio do BRAZIL ECONOMY
