Com setor de consórcios aquecido, Evoy cria modelo de franquias para expandir

Administradora fechou 2025 com R$ 2,1 bilhões em créditos comercializados, R$ 700 milhões a mais do que os R$ 1,4 bilhão de 2024

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Imagens: Divulgação

Marcelo Lucindo, fundador e CEO da Evoy Consórcios

Marcelo Lucindo, fundador e CEO da Evoy Consórcios

O setor de consórcios passa por um bom momento. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam para um 2025 histórico. De janeiro a novembro, foram comercializadas 4,78 milhões de cotas, com R$ 467 bilhões em créditos. São 12,7 milhões de participantes ativos, número que é quatro vezes a população do Uruguai e superior aos 11 milhões de habitantes de Portugal.

Para aproveitar essa onda, aliada ao projeto de crescimento da empresa, a Evoy entra em 2026 com seu programa de franquias. A companhia, de Mogi das Cruzes (SP), quer espalhar seu know-how por todo o Brasil, segundo o fundador e CEO, Marcelo Lucindo.

A Evoy já iniciou a prospecção de empreendedores interessados no negócio da administradora, que, em 2025, fechou com R$ 2,1 bilhões em créditos comercializados, R$ 700 milhões a mais do que os R$ 1,4 bilhão de 2024.

“Estamos maduros para avançar no modelo de franquia, controlado e direcionado para continuarmos crescendo”, afirmou Lucindo ao BRAZIL ECONOMY. O executivo contratou uma consultoria especializada em franchising que, na prática, validou os métodos criados por ele. “Fiz tudo com detalhes, cada vírgula”, disse.

Hoje, a Evoy possui uma rede de mil empresas credenciadas para comercializar seus produtos, com cerca de 200 mais efetivas. Ao iniciar as franquias, Lucindo vai manter, por um período, o sistema híbrido, com representantes e franqueados.

Aos poucos, a ideia é manter apenas as unidades com a marca Evoy. “Estamos em uma fase promissora para construir nossa rede, com nossa cultura de trabalho”, discorreu o executivo, que há três anos desenha o modelo.

A perspectiva é atrair empresários de diversas regiões do País e investidores interessados em um produto financeiro. “O organograma possibilita ter um empresário que coloca a mão na massa ou aquele que prefere apenas orquestrar o negócio”, salientou Lucindo.

Capitalizado, o CEO da Evoy prevê “investimento pesado”, especialmente em marketing, para alcançar os resultados projetados. “Vamos desenvolver estrutura física específica para atender franqueados, tecnologia e tráfego pago.”

Na mesma esteira, Lucindo criou a Evoy Educa, um braço educacional da administradora de consórcios que também vai apoiar os franqueados. A plataforma contém cerca de 300 conteúdos, gravados pelo próprio executivo, para capacitar colaboradores, parceiros de negócios e clientes com conhecimento sobre o mercado de consórcios e planejamento financeiro.

“Temos também uma linha de técnicas de venda. Antes de eu ser empresário, sou vendedor”, frisou o executivo, que vende consórcios e agora comercializa franquias.

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