Porto de Itajaí assume liderança em importações e endossa dinamismo econômico do Sul

Município catarinense consolida protagonismo no comércio exterior, impulsiona serviços e logística e vê setor imobiliário acompanhar o ritmo de expansão econômica

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Imagens: Divulgação

Ao longo do ano, a cidade somou US$ 16,3 bilhões em produtos vindos do exterior, resultado 2,6% superior a 2024

Ao longo do ano, a cidade somou US$ 16,3 bilhões em produtos vindos do exterior, resultado 2,6% superior a 2024

O desempenho das importações brasileiras em 2025 evidenciou a força dos grandes complexos portuários do país e consolidou Itajaí, em Santa Catarina, como o principal município em valor de mercadorias importadas. Ao longo do ano, a cidade somou US$ 16,3 bilhões em produtos vindos do exterior, resultado 2,6% superior ao registrado em 2024, segundo dados do MDIC/ComexStat. O volume garantiu a liderança nacional no fechamento anual, em um cenário de disputa direta com Manaus, outro polo logístico relevante.

O resultado de Itajaí se insere em um contexto de protagonismo crescente dos portos brasileiros na cadeia de suprimentos, especialmente aqueles com forte atuação em contêineres e integração com modais terrestres. Estruturas como os complexos portuários de Santos, Paranaguá, Itapoá, Navegantes e o próprio sistema portuário de Itajaí seguem concentrando fluxos estratégicos de comércio exterior, sustentando a entrada de insumos industriais, bens de consumo e equipamentos. Nesse ambiente competitivo, Itajaí manteve volumes elevados e regularidade operacional, fatores que ajudaram a assegurar sua posição de destaque.

Além da infraestrutura portuária, a cidade conta com uma base econômica diversificada que combina logística, serviços especializados, indústria, comércio exterior e turismo náutico. Essa combinação amplia a resiliência local e fortalece o papel do município como hub de distribuição, com efeitos diretos sobre a atração de empresas e investimentos.

Os reflexos do avanço logístico e do comércio exterior também aparecem na dinâmica urbana. Em 2025, Itajaí registrou a comercialização de 1.475 unidades residenciais, com Valor Geral de Vendas próximo de R$ 2 bilhões, conforme dados da plataforma DWV. O movimento acompanha a geração de empregos e a expansão do setor de serviços associadas à atividade portuária.

Para Erivelto Saes, CEO da Saes Empreendimentos, o porto permanece como eixo estruturante da economia local ao estimular a instalação de empresas e a ampliação das operações logísticas. Ele avalia que esse ciclo se traduz em maior demanda por moradia e em valorização imobiliária, dentro de um processo contínuo de crescimento da cidade.

Nesse contexto, projetos residenciais em áreas centrais e bem conectadas ganharam relevância. Um exemplo é o Arbo 1755, empreendimento da Saes Empreendimentos localizado na Rua Heitor Liberato, próximo a universidade, áreas industriais, turísticas e à zona portuária. O projeto oferece unidades entre 62 e 76 metros quadrados, com plantas de um dormitório e uma suíte ou duas suítes, além de áreas comuns como coworking, academia, espaços gourmet e rooftop. O empreendimento também incorpora soluções de reaproveitamento de água da chuva e iluminação em LED nas áreas compartilhadas.

Segundo Saes, a força da economia local mantém o mercado de locação aquecido e contribui para menor vacância. Ele destaca que imóveis com localização estratégica, plantas funcionais e serviços integrados tendem a apresentar melhor desempenho, tanto para quem busca morar próximo ao trabalho quanto para investidores focados em liquidez e retorno no longo prazo.

Veja, abaixo, as cidades brasileiras que mais receberam importações em 2025 (não apenas via portos):

Portos | Brazil Economy

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