Demanda por voos de helicóptero dispara 85% entre São Paulo, litoral e interior

De acordo com a Revo, voos para o litoral reduziram em mais de 90% o tempo médio de deslocamento na comparação aos trajetos terrestres

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Imagens: Divulgação

João Welsh, CEO da Revo: após consolidar transporte aéreo no Brasil, companhia investe em aeronaves elétricas

João Welsh, CEO da Revo: após consolidar transporte aéreo no Brasil, companhia investe em aeronaves elétricas

O uso de helicópteros como alternativa de deslocamento entre a capital paulista, interior e litoral entre os meses de dezembro de 2024 e 2025 mostra a consolidação do setor no Brasil. A procura pelos serviços da Revo, empresa de mobilidade aérea urbana, disparou 85% no número de voos e de 75% no volume de passageiros transportados no período. A alta foi impulsionada pelo aumento do fluxo turístico, eventos privados e pela busca por previsibilidade em um dos períodos mais críticos para o trânsito rodoviário em São Paulo.

“Períodos de alta demanda, como no fim de ano, deixam claro que o alto nível de congestionamento nas estradas não é apenas um incômodo e sim um fator decisivo de planejamento. As pessoas querem previsibilidade e conforto em todas as etapas da viagem. O que vemos agora é a mobilidade aérea entrando definitivamente na lógica de como o paulistano organiza seu tempo, seus deslocamentos e até a escolha dos destinos”, disse João Welsh, CEO da Revo.

Os principais destinos operados no período incluíram praias do litoral norte paulista, como Juquehy e Baleia, além de rotas para Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A operação também registrou aumento na demanda por voos de ou para os aeroportos executivos, como o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional (em São Roque), e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, especialmente em deslocamentos associados a viagens de fim de ano. E não é barato. Um voo entre a Faria Lima e o aeroporto de Guarulhos custa cerca de R$ 3,5 mil. Da capital para Juquehy, de R$ 5,5 mil a R$ 8 mil.

O movimento ocorre em um contexto de pressão crescente sobre a infraestrutura viária. No último fim de ano, cerca de 500 mil veículos circularam só pelas principais rodovias de acesso ao litoral paulista, concentrando em poucos dias um volume de tráfego muito acima da capacidade média do sistema. Apenas o litoral norte de São Paulo deve receber cerca de 7,9 milhões de turistas ao longo de toda temporada de verão, mais de 20 vezes a população fixa da região.

“Enquanto uma viagem de carro para o litoral norte pode levar cerca de quatro a cinco horas mesmo em situações de pouco trânsito, o helicóptero faz o mesmo trajeto em menos de uma hora. Não estamos falando só de conveniência, estamos falando de tempo de qualidade. O crescimento que vimos com os voos neste período reflete essa busca por mais controle sobre algo que ficou escasso e não tem volta: o tempo”, afirmou Welsh.

A operação conecta São Paulo ao Guarujá e à Riviera em menos de 20 minutos, às praias do litoral norte em cerca de 40 minutos e a destinos como Ilhabela, Ubatuba, Paraty e Angra dos Reis em tempos que variam de aproximadamente 45 minutos a uma hora.

Neste cenário, os voos da Revo reduziram em mais de 90% o tempo médio de deslocamento em comparação aos trajetos terrestres em horários de pico. No fim de ano, o percurso entre a capital e Juquehy, por exemplo, chegou a superar oito horas de viagem de carro, enquanto os voos de helicóptero foram realizados em até 40 minutos.

Segundo Patrícia Dib, CMO da Revo, o crescimento reflete uma mudança estrutural no padrão de deslocamento entre São Paulo e o litoral. “O verão escancara um paradoxo: as pessoas investem em casas no litoral, mas enfrentam enorme imprevisibilidade para chegar até elas. O que observamos é que a mobilidade aérea deixou de ser uma solução pontual e passou a entrar no planejamento inicial das viagens, especialmente em períodos de alta concentração de tráfego”, afirmou.

Sucesso absoluto em pouco mais de dois anos

A Revo chegou ao Brasil em 2023 e desde então já fez mais de oito mil voos, especialmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje, já bate 105 voos semanais.

Atenta ao movimento que ganha tração no Brasil, a Revo iniciou a temporada de verão ampliando sua operação. Com o lançamento do programa Summer Time, a empresa oferece pacotes de até 50 voos, com um valor em média 20% menor na comparação com a compra de forma avulsa. Além disso, é possível utilizar os créditos em qualquer rota da Revo, de acordo com equivalências específicas definidas previamente pelas distâncias.

Um dos grandes sucessos da companhia nos últimos anos foi entrar no universo de mobilidade aérea por assinatura de assentos individuais, oferecendo previsibilidade de custo e liberdade total de uso, especialmente atraentes para clientes recorrentes que frequentam o litoral com alta recorrência ao longo da estação.

“A Revo vive hoje um momento de consolidação muito consistente no setor. Em pouco mais de dois anos, entregamos uma solução de mobilidade aérea mais eficiente, segura e integrada, que respeita o tempo das pessoas e garante previsibilidade. Nosso modelo porta a porta, aliado a padrões operacionais elevados, mostra que é possível oferecer um serviço aéreo de alto nível com foco real na experiência do cliente”, disse o CEO

Após aumentar em 200% o faturamento em 2025, a empresa vislumbra anos muito bons, com ampliação de frota e sua primeira rota internacional, que ainda não pode ser revelada.

É ainda uma das grandes promessas para quem quer investir em mobilidade elétrica: a companhia firmou acordo com a Eve Air Mobility para viabilizar a futura operação de transporte elétricos que fazem pouso e decolagem vertical, chamados de eVTOLs. Com os primeiros voos previstos para 2027, o investimento é de US$ 250 milhões e prevê a compra de 50 aeronaves.

“Planejamos triplicar a operação  em 2026 e vamos anunciar nossa primeira rota internacional este ano, além de liderar a transição para os eVTOLs no Brasil a partir do último trimestre de 2027. Entramos cedo nesse mercado justamente para aprender, testar e construir as bases certas, sempre com a segurança como prioridade. A mobilidade aérea urbana está passando por uma transformação e a Revo está preparada para liderar este próximo capítulo com solidez, tecnologia inovadora e visão de longo prazo”, afirmou Welsh.

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