Menos escolas e mais alunos: o plano da Maple Bear para crescer em 2026 no Brasil

Com menos de um ano no cargo de CEO, Pablo Ibanez quer investir nas escolas atuais e reduzir expansão para outras cidades este ano

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Imagens: Divulgação

Pablo Ibañez, CEO da Maple Bear: investimentos em escolas prontas serão prioridades em 2026

Pablo Ibañez, CEO da Maple Bear: investimentos em escolas prontas serão prioridades em 2026

Após assumir o cargo de CEO da Maple Bear em maio de 2025, no lugar de André Quintela que ocupava a posição há quatro anos, Pablo Ibañez já inicia 2026 com sua digital consolidada na rede de ensino bilíngue canadense, líder global no segmento: a empresa fará uma mudança de rotas no seu vetor de crescimento para este ano, deixando de priorizar a expansão de novas escolas e aumentando o investimento nas que já existem.

“O principal vetor de crescimento da Maple Bear a partir de 2026 passa a ser a expansão do atual parque de escolas instalado. Nossa central vai apoiar muito, tanto o crescimento de turmas quanto a subida de segmentos, do infantil para o fundamental e daí para ao high school”, diz Ibañez em entrevista exclusiva ao BRAZIL ECONOMY.

A expectativa é que em 2026 sejam abertas apenas dez escolas, índice menor do que o registrado nos últimos anos. Por outro lado, a projeção é de bater 52 mil alunos até dezembro, um crescimento de dois dígitos no número de matrículas em relação a 2025. Para os próximos cinco anos, a expectativa é de abertura de 14 a 15 novas unidades.

Porém, Ibañez destaca que a inauguração de novas escolas ano que vem em municípios onde ainda não atua segue no radar. “A gente deve entrar, com muito critério, em algumas cidades menores. Vamos continuar o processo de expansão nos próximos cinco anos, mas não como prioridade”, disse o executivo.

Atualmente, a Maple Bear atua em praticamente todos os estados e capitais do Brasil, com grande foco também nas cidades que a companhia considera como Tier 2 e 3, ou seja, os maiores municípios do interior de cada estado.

“O ano de 2025 foi importante, de transformação e mudança de liderança na Maple Bear Brasil. Tivemos uma conexão muito forte com a sede global e nosso grupo controlador aqui, que é o Grupo SEB. Foi um ano de reestruturação, mas registramos crescimento tanto em número de escolas quanto em número de alunos”, disse o executivo.

Voltada para famílias de alta renda, desde que entra na escola o aluno brasileiro é ensinado em inglês e português, com o mesmo nível de importância, para alcançar cargos de alta liderança nas grandes empresas globais, inclusive trabalhando temas como saúde emocional no mercado de trabalho, além da importância da resiliência profissional em um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo.

No Brasil há cerca de 20 anos, a Maple Bear faz parte do Sistema Educacional Brasileiro (Grupo SEB), um dos maiores grupos educacionais do País que inclui 15 outras escolas, como a Pueri Domos. Por meio de uma metodologia canadense, o currículo é baseado em experiências locais de cada um dos quase 40 países onde a companhia está presente, incentivando discussões e análises sobre a atual conjuntura global.

Bilinguismo vem se firmando no Brasil

Com quase 25 anos de experiência na liderança de empresas como a Cognita Schools, Ibañez fecha seu primeiro ano no comando da Maple Bear com 45 mil alunos e 230 escolas em funcionamento no Brasil. Para o executivo, isto é reflexo da cultura brasileira que finalmente entendeu a importância de aprender outra língua, independentemente da classe social.

“O segmento bilíngue que estava presente em um segmento premium passou a ser disponível em escolas de tickets médios mais acessíveis. Lógico que ainda se restringe a uma minoria, mas vem crescendo muito. Isso mostra que o brasileiro passou a perceber a importância de uma nova língua em paralelo ao processo de aprendizagem fundamentado em debate, crítica, criatividade. O aprendizado do inglês, além do idioma local, facilita bastante isso”, afirmou Ibañez.

O sucesso da Maple Bear vem sendo medido na prática: no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, os alunos da rede tiveram uma nota em média 30 vezes maior que das demais escolas públicas e privadas no Brasil. Na comparação apenas com as instituições privadas, os alunos tiveram, em média, uma nota aproximadamente 50 vezes maior. O levantamento de 2025 não foi fechado ainda, mas a expectativa é de mais um ano de um saldo positivo.

“O mundo está em transformação muito rápida e a metodologia de bilinguismo coerente e precisa é fundamental para as crianças e adolescentes”, disse o CEO.

 

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