O Itaú alcançou a 254ª posição entre as marcas mais valiosas do mundo, segundo o relatório Global 500, da consultoria Brand Finance, divulgado em janeiro de 2026. O maior banco privado do País avançou 20 posições em relação ao ranking do ano anterior, impulsionado por um crescimento de cerca de 15%, que elevou seu valor de marca para US$ 9,9 bilhões. Com isso, o Itaú tornou-se a única empresa brasileira entre as 500 marcas mais valiosas do mundo, após o Banco do Brasil, que ocupava a 467ª colocação em 2025, deixar a lista neste ano.
O estudo também mostra o peso do setor financeiro no ranking, já que os bancos representam 12,5% das marcas listadas, a maior participação entre os segmentos analisados. O valor das 500 marcas mais valiosas do mundo aumentou 11%, alcançando US$ 10,4 trilhões em 2026.
No topo do ranking, a hegemonia é dos Estados Unidos. As cinco marcas mais valiosas do mundo são americanas, e 53,4% das 500 marcas listadas pertencem a empresas do país, reforçando sua influência global. A Apple manteve a liderança como a marca mais valiosa do mundo, com crescimento de 6% no valor de marca, que alcançou US$ 607,6 bilhões. O desempenho foi sustentado pela expansão em publicidade, serviços de nuvem e na App Store, além da demanda consistente nas Américas, Europa e Ásia-Pacífico.
Na segunda colocação, a Microsoft registrou um avanço de 23% no valor da marca, para US$ 565,2 bilhões. O levantamento destaca o papel crescente da empresa em inteligência artificial corporativa e infraestrutura de nuvem, fatores que reforçaram a percepção de confiabilidade e relevância de longo prazo da marca.
O Google permanece como a terceira marca mais valiosa do mundo, com alta de 5%, para US$ 433,1 bilhões, impulsionado sobretudo pelos investimentos contínuos em produtos e plataformas baseados em IA. Já a Amazon ocupa a quarta posição, com crescimento de 4% no valor da marca, para US$ 369,9 bilhões, apoiada por sua escala no e-commerce e pela força do negócio de computação em nuvem, apesar das pressões de margem nas operações de varejo.
Fechando o Top 5, a Nvidia subiu quatro posições e tornou-se a quinta marca mais valiosa do mundo, com um salto de 110% no valor da marca, para US$ 184,3 bilhões, refletindo seu papel central na sustentação da infraestrutura global de inteligência artificial.
A China marca presença no ranking com o TikTok, plataforma que se consolidou como uma das mais populares entre a Geração Z e que avançou uma posição, alcançando o sexto lugar após um crescimento de 45% no valor da marca, para US$ 153,5 bilhões, impulsionado pela expansão global e pelo alto engajamento dos usuários.
O Walmart, por sua vez, apesar de registrar alta de 3% no valor da marca, para US$ 141,0 bilhões, recuou duas posições e ficou em sétimo lugar. Samsung Group (alta de 8%, para US$ 119,2 bilhões), Facebook (alta de 17%, para US$ 107,1 bilhões) e a State Grid Corporation of China (alta de 16%, para US$ 99,1 bilhões) completam o Top 10.
O estudo aponta o YouTube como a marca mais forte do mundo. A plataforma de vídeos alcançou 95,3 pontos de 100 no Brand Strength Index (BSI), após subir da oitava posição em 2025 para o topo do ranking. Na sequência, WeChat e Microsoft ocupam a segunda e a terceira colocação entre as marcas globais mais fortes.
Segundo o Brand Finance, o valor de marca corresponde ao benefício econômico líquido que seu proprietário obteria caso a licenciasse em condições de mercado. Já a força da marca mede o desempenho em atributos intangíveis, como reputação, reconhecimento e fidelidade, em comparação com os concorrentes. Ao todo, foram analisadas cerca de 6 mil marcas globais.
