Em um momento de automatização de tantos serviços, o bom e velho contador segue em alta nos negócios das empresas. Afinal, segundo relatório do Banco Mundial, o Brasil está na 184ª posição entre 190 países no quesito pagamento de impostos, estimando que empresas gastam cerca de 1.501 horas por ano apenas para apurar, declarar e quitar tributos. Ao mesmo tempo, o mercado de abertura de empresas no País está em crescimento: em 2025, foram abertos pouco mais de 4,7 milhões de CNPJs.
Além do tempo gasto, existe a volatilidade das regras. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação apontou que, em média, são editadas 54 normas tributárias por dia útil no país. Isso gera insegurança jurídica, guerra fiscal e um elevado grau de litígio que trava a competitividade nacional.
É um mercado pujante para a Contabilizei, maior companhia de contabilidade do Brasil com uma base de 100 mil clientes e foco em micro e pequeno negócio, profissionais autônomos e liberais. Apesar de ter escritórios apenas em São Paulo e Curitiba, a companhia expande seus serviços por todo o País.
Com a chegada da Reforma Tributária este ano, os serviços prestados pela companhia ganham um novo componente: explicar aos clientes como se dará essa adaptação em 2026 para que as empresas estejam a par de tudo no ano que vem.
A unificação dos cinco principais tributos sobre o consumo (ISS, ICMS, IPI, PIS e COFINS) não deve resolver tudo da noite para o dia, mas, na visão de Vitor Torres, CEO da Contabilizei, ataca a raiz da complexidade, permitindo que o ambiente de negócios brasileiro seja finalmente mais transparente e eficiente.
“Desde a aprovação da Reforma Tributária, a Contabilizei assumiu uma posição de protagonismo e não apenas de observação no que tange aos efeitos nos pequenos negócios. Um sistema fragmentado, com conta em um banco, contador em outro sistema, será um risco fiscal a partir de 2026. Ao integrar banco, gestão e contabilidade, conseguimos automatizar a conformidade e apoiar o cliente em temas complexos como formação de preço e fluxo de caixa”, ressaltou o CEO em entrevista exclusiva ao BRAZIL ECONOMY.
Para auxiliar seus clientes nesta mudança de marco tributário no Brasil, a Contabilizei quer desmistificar temas complexos, como o uso de créditos tributários e formação de preço no novo regime, transformando o juridiquês em decisões práticas de negócio para ajudar durante essa transição. Também vem realizando eventos proprietários com parceiros de peso, como a FGV.
Também adequou os sistemas internos para manter a mesma qualidade e nível de automatização, estruturando uma equipe dedicada, que desenvolveu uma calculadora exclusiva de impacto da Reforma Tributária do Consumo aos PMEs. “Essa ferramenta já projeta a carga real de impostos para cada perfil de cliente e indica o melhor cenário tributário para 2027 e 2028 que são os anos de transição da reforma”, afirmou Torres.
“Para 2026, a nossa tese de crescimento se baseia na integração da jornada do empreendedor. Não olhamos para o crescimento somente pelo número de CNPJs, mas pela profundidade do relacionamento com a nossa base de clientes. No próximo ano, o mercado verá uma Contabilizei ainda mais robusta em produtos e serviços, investindo pesadamente em personalização para que cada micro e pequeno empreendedor tenha acesso a ferramentas de gestão antes restritas apenas a grandes corporações”, disse Torres.
Com crescimento de 40% nos últimos anos e prevendo manter essa meta para o próximo ano, a Contabilizei ainda tem a vantagem de navegar em mares seguros sem concorrentes do seu tamanho, o que chamou a atenção da Warburg Pincus, gestora de private equity que aplicou R$ 125 milhões na empresa brasileira. É a burocracia dos tributos do Brasil se tornando oportunidades de negócios.
“Quando um fundo global desse porte, com mais de US$ 85 bilhões sob gestão e profundo know-how em tecnologia fiscal e serviços financeiros decide aumentar a sua posição, o recado ao mercado é claro: a Contabilizei é a empresa que venceu a barreira de entrada da complexidade tributária brasileira. O balanço é extremamente positivo porque a Warburg Pincus traz o conceito de smart money. Além de potencializar o nosso crescimento, nos ajuda no dia a dia com especialistas e benchmarks”, disse Torres.

