Com 100 mil imóveis administrados em 3.000 condomínios espalhados por oito Estados do Brasil, a APSA visa expandir sua atuação e olha para oportunidades no interior de São Paulo e no Centro-Oeste. O Nordeste, onde a companhia já atua, deve ser fortalecido. Esse é o pipeline da APSA para seguir avançando em seus negócios, que geraram faturamento de R$ 140 milhões no ano passado, 15% a mais do que o registrado em 2024. A projeção é de que a receita seja 10% superior, em um ano desafiador para o setor, com novas regras da reforma tributária em vigor e uma taxa básica de juros de 15%, que pode chegar ao fim do período em 12,25%, segundo analistas.
“Depois de um período complicado na pandemia, melhoramos ano a ano e, em 2025, fizemos nosso melhor resultado desde então. Voltamos aos patamares anteriores. Voltamos aos trilhos de 2020”, disse ao BRAZIL ECONOMY Leonardo Schneider, diretor-superintendente da APSA e também vice-presidente do Secovi do Rio de Janeiro.
A administradora iniciou operações nas cidades de São José dos Campos e Campinas e está adiantada no processo para atuar em Ribeirão Preto. São regiões paulistas que estão se desenvolvendo e que, na avaliação de Schneider, necessitam de administrações mais profissionais em condomínios já existentes e nos que surgem nos municípios em ascensão imobiliária.
O mesmo ocorre no Centro-Oeste, onde a APSA busca um sócio para operar na região. Foi também esse movimento que levou a companhia ao Nordeste, há 20 anos, onde promoveu cerca de 20 aquisições de carteiras.
“Temos observado oportunidades em João Pessoa (PB). É incrível o que está acontecendo por lá no mercado imobiliário nos últimos anos”, disse o diretor, ao ressaltar que a entrada em novos mercados é feita em parceria com empresários locais, geralmente no formato de joint venture.
A APSA realiza atividades de back office, contabilidade, treinamento e capacitação, enquanto o sócio local, por vezes uma imobiliária tradicional da região, conduz a operação.
A APSA está presente no Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. A principal linha de negócio da companhia é a administração de condomínios (residenciais, comerciais e clubes), responsável por 65% da receita. Há, ainda, outras frentes que formam um ecossistema de serviços no setor.
Também fazem parte desse ecossistema os pilares de gestão de patrimônio, venda e aluguel de imóveis, além de uma seguradora. Para crescer na comercialização de bens, a APSA firmou parceria com a americana Re/Max Axxia, franquia da maior rede imobiliária do mundo, para dar visibilidade nacional e internacional aos ativos e alcançar compradores no Brasil e no mundo.
Empresa familiar, que neste ano completa 95 anos, a APSA avança também em serviços financeiros, a partir da aquisição de duas fintechs, com investimento de R$ 20 milhões.
“A proposta é oferecer soluções financeiras para condomínios, proprietários de imóveis e inquilinos. É um movimento que vem crescendo dentro do segmento, com a oferta de crédito, aluguel garantido e condomínio garantido”, disse Schneider, ao ressaltar que a companhia também tem evoluído em parcerias para adequar os condomínios às tendências atuais de moradia.
Minimercados, lavanderias, serviços de segurança e lazer são algumas das áreas em que a APSA auxilia os clientes a desenvolver projetos. “O perfil dos condomínios vem se modificando já há algum tempo, muito pela dinâmica da vida que temos hoje na nossa sociedade”, afirmou o executivo.
