Digital Manager Guru desafia taxas dos marketplaces tradicionais e bate recordes

A startup atingiu a marca de R$ 1,6 bilhão movimentado no primeiro semestre, com projeção de R$ 4,5 bilhões até o fim do ano. Plano é expandir para EUA e Reino Unido

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Imagens: Divulgação

Michelle Oliveira e André Cruz, casal de fundadores da Digital Manager Guru

Michelle Oliveira e André Cruz, casal de fundadores da Digital Manager Guru

Taxas cobradas pelos marketplaces e plataformas tradicionais de e-commerce sobre os produtos vendidos são sempre questionadas pelos empreendedores, que têm suas margens de lucro reduzidas. Faz parte do mercado. As empresas que anunciam seus itens nesses ambientes online sabem das regras do jogo. Mas também faz parte do mercado a criação de soluções que reduzam essa dor dos empreendedores. É nessa estrada que acelera a Digital Manager Guru, ao permitir que vendedores tenham autonomia para gerenciar pagamentos, sem comissões consideradas abusivas, que variam entre 10% e 20%, dependendo da plataforma, da categoria e do momento da venda.

A plataforma se apresenta como uma solução completa de checkout e gestão de vendas online. Foi fundada em 2017 pelo casal André Cruz (CEO) e Michelle Oliveira, atualmente radicados em Portugal.

No primeiro semestre de 2025, atingiu a marca de R$ 1,6 bilhão movimentado, um recorde para a companhia. O crescimento foi de 7,5% no volume transacionado apenas no Brasil.

O melhor desempenho da história da Guru foi impulsionado principalmente pelo sistema de gestão de ingressos, solução voltada a organizadores de congressos, mentorias, treinamentos e simpósios, que já emitiu e gerenciou mais de 120 mil bilhetes desde seu lançamento, em julho de 2024.

A solução oferece um ecossistema de ferramentas que inclui checkout de conversão, integrações para marketing e pós-venda, rastreamento, métricas e ROI em tempo real. Os vendedores têm autonomia para escolher o processador de pagamento mais vantajoso, sem cobrança de percentual sobre as vendas efetuadas. A empresa já recebeu investimento da Portugal Ventures.

Com presença nos Estados Unidos e na Europa, a Guru deve acelerar, até o fim deste ano, a expansão estratégica em mercados de língua inglesa, com foco no território americano e no Reino Unido.

O objetivo é posicionar a companhia como a alternativa mais eficiente e integrada para negócios digitais de serviços, como SaaS (Software as a Service), cursos online, eventos e consultorias.

“Identificamos, nos últimos meses, que o ecossistema de serviços digitais nesses mercados, apesar de maduro, enfrenta desafios semelhantes aos do Brasil: taxas de transação elevadas e um significativo ‘gap de integração’ nos processos de venda”, disse André Cruz.

A estratégia de crescimento no exterior carrega os mesmos argumentos de desenvolvimento do negócio em solo brasileiro: demonstrar como a plataforma integrada pode oferecer uma experiência de venda mais fluida, com custo-benefício superior, permitindo que os empreendedores foquem no crescimento do seu comércio, e não na complexidade técnica ou em custos operacionais altos.

O modelo da Guru é pioneiro: mensalidade fixa e operação direta, sem intermediários. Otimistas, André e Michelle projetam ultrapassar R$ 4,5 bilhões em transações na plataforma até dezembro.

“O cenário macroeconômico exige atenção redobrada à gestão de caixa neste segundo semestre. A busca por eficiência financeira será uma prioridade, e queremos ser o principal parceiro dos negócios digitais, ajudando-os a se libertar das plataformas que operam no modelo ‘só paga se vender’”, afirmou o CEO da companhia, voltada a criadores de conteúdo, negócios de recorrência, organizadores de eventos e vendedores de produtos físicos simples.

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