A regulamentação das apostas esportivas, em vigor desde o início deste ano, tem criado um mercado mais transparente e eficiente no Brasil. Passados três meses desde esse marco, já é possível enxergar com mais clareza o papel do desenvolvimento de novas tecnologias para assegurar ao setor as adaptações necessárias neste novo momento da indústria. O objetivo é garantir que todas as bets reguladas atendam aos parâmetros estabelecidos, proporcionando segurança a todos os players envolvidos.
Nesse sentido, vale destacar os ganhos reais que temos percebido na indústria desde a regulamentação, com maior segurança e seriedade no dia a dia. O nível de discussão do mercado também mudou, refletindo uma preocupação genuína com temas como as proteções que um operador pode ter em seu sistema antifraude e as experiências oferecidas aos apostadores. Hoje, a discussão é muito mais profunda e estratégica.
Também observamos uma boa adaptação do mercado à regulamentação, apesar da complexidade do processo, com os players se empenhando genuinamente em adequar suas operações e levantar temas que antes não eram explorados.
O desenvolvimento de novas tecnologias tem sido fundamental para o cumprimento das novas regras. Entre as diretrizes para garantir um mercado seguro e confiável, destacam-se o combate à lavagem de dinheiro e a proteção de dados dos usuários. A regulamentação também estabeleceu critérios para prevenir movimentações financeiras ilícitas, além de exigir que as plataformas solicitem o envio de documentos oficiais com foto para cadastramento, identificação facial e prova de vida. Além dessas validações, o jogador deve passar por processos como o reconhecimento facial para acessar sua conta na casa de apostas.
Além disso, é obrigatório cadastrar uma única conta bancária como origem e destino de todos os recursos enviados ou recebidos da empresa, impedindo práticas ilícitas, como a lavagem de dinheiro.
A regulamentação também prevê que o sistema de segurança das informações dos apostadores deve impedir acessos não autorizados, tanto por funcionários das empresas de apostas quanto por hackers. Além disso, as casas de apostas devem se associar a organismos nacionais ou internacionais de monitoramento da integridade esportiva, reforçando o compromisso com a não interferência nos resultados.
Para o cumprimento dessas normas, são necessárias soluções tecnológicas eficientes desde o cadastro dos jogadores nas bets – garantindo segurança de dados e facilitando a inscrição em novas plataformas – até serviços que monitorem o perfil do apostador, identifiquem movimentações suspeitas e as reportem aos órgãos competentes, quando necessário.
No âmbito da segurança, é essencial oferecer uma defesa completa contra ameaças, alinhada às exigências da legislação brasileira. Destacam-se, nesse sentido, operações como proteção contra jogadores fraudulentos e “bônus abusers”, implementação rigorosa de processos KYC (Know Your Customer) para verificação de identidade, e monitoramento de transações para detectar atividades ilícitas e padrões incomuns.
Na Paag, buscamos desenvolver tecnologias que garantam a eficiência desses processos, oferecendo soluções que vão além dos pagamentos e asseguram conformidade e segurança para os operadores. Com uma indústria muito mais madura do que há quatro meses, antes do início do mercado regulado, acreditamos que ainda há grande margem para crescimento. Estamos vivenciando apenas o começo de algo grandioso e entendemos que, daqui para a frente, a tendência é uma qualificação ainda maior de todos os players. Seguiremos juntos nessa jornada para construir uma indústria consolidada no país.