Com falta de oportunidades, 39% dos brasileiros acima de 59 anos vão empreender

Pesquisa exclusiva realizada pela Croma Consultoria mostra o cenário de uma geração que sente “excluída"

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Imagens: Freepik

Oito em cada dez profissionais desta geração já se sentem confortáveis quando o assunto é a familiaridade com tecnologias

Oito em cada dez profissionais desta geração já se sentem confortáveis quando o assunto é a familiaridade com tecnologias

Etarismo, no dicionário, significa: discriminação ou preconceito em razão da idade, nomeadamente aversão a pessoas mais velhas ou à própria velhice; ageísmo, idadismo. No mundo corporativo atual, quando o profissional tem mais de 40 anos de idade, as chances de conseguir uma boa oportunidade é reduzida e quando o profissional tem mais de 50 anos, esta oportunidade se torna praticamente impossível de ser conquistada.

Segundo o estudo desenvolvido pela Croma Consultoria, intitulado “Gerações”, onde 1041 brasileiros foram entrevistados em 2024, 39% dos respondentes com 59 anos ou mais se veem empreendendo no país. não com a missão de se tornar um unicórnio, mas para obter renda e conseguir manter um padrão de vida estável.

Quando conseguem uma oportunidade de emprego, 53% declararam que preferem o modelo de trabalho híbrido, já que sempre trabalharam de forma presencial e foi assim que se acostumaram por longos períodos. Um em cada quatro Baby Boomers se vê em risco no mercado de trabalho, gerando insegurança e em alguns casos até malefícios à saúde física e mental.

Para Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma e idealizador do estudo, afirma que muitos se consideram em risco financeiro e por este motivo decidem empreender. Mostram-se abertos às inovações, embora tenham baixa familiaridade com tecnologia e inteligência artificial, declaram alta intenção de uso. “Grande parte da Geração Baby Boomers (59 anos ou +) já não trabalha mais, mas, ainda assim, diz estar confiante com as novas tecnologias no ambiente de trabalho. Preferem o modelo híbrido e muitos se consideram em risco no mercado”.

Oito em cada dez profissionais desta geração se sentem confortáveis quando o assunto é a familiaridade com tecnologias digitais no trabalho e 70% se sentem confiantes no preparo para o uso de tecnologias. Uma das tendências mais importantes do estudo em relação a essa

Quase 1 em cada 2 brasileiros apenas trabalha atualmente, sendo que, entre a geração Z esse número cai para 31%que apenas trabalham e não estudam. No outro extremo, Baby Boomers formam a maioria dos que não estudam nem trabalham, apesar de serem também destaque, mesmo que em menor percentual, entre os que trabalham e estudam.

Isto aponta para oportunidades de empregabilidade para Baby Boomers e de acesso e oferta de educação para os que estão principalmente na Geração Z. “O fato de Baby Boomers se destacarem em relação aos mais jovens em assuntos ligados a lazer e entretenimento, mobilidade e transporte e cultura, também evidencia a escassez da oferta de soluções ou inovações suficientemente boas para uma sociedade que envelhece”, explica Bulla.

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