Em um mercado pressionado por transformação digital acelerada, ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados e exigência crescente por eficiência operacional, a Delfia encerrou 2025 com números que a posicionam em um novo patamar. A empresa registrou receita líquida de R$ 340 milhões, alta de 43% sobre 2024, desempenho que superou em cerca de 10% o orçamento inicialmente projetado.
O crescimento foi integralmente orgânico e ancorado na ampliação da presença em setores considerados estratégicos, como telecomunicações, serviços financeiros e varejo. Essas verticais concentram hoje a maior fatia da receita e funcionam como motores da expansão da companhia, que atua na curadoria de jornadas digitais por meio de soluções de observabilidade (capacidade de entender o estado interno de um sistema complexo e distribuído analisando seus dados externos), cibersegurança, serviços gerenciados, serviços de campo e infraestrutura.
Mais do que ampliar faturamento, a Delfia fechou o ano com um volume de vendas superior à receita reconhecida no período, formando um backlog robusto para 2026. O dado sinaliza não apenas demanda aquecida, mas previsibilidade operacional para o próximo ciclo.
“O crescimento foi expressivo e, sobretudo, equilibrado. Todas as verticais avançaram, o que demonstra a solidez do modelo e a aderência do portfólio às necessidades do mercado”, afirma Rodrigo Bocchi, fundador e presidente da empresa.
Entre as áreas de negócio, a cibersegurança assumiu protagonismo ao superar as metas estabelecidas no início do ano. O avanço reflete um cenário global de intensificação de ameaças digitais, especialmente ataques distribuídos e multivetoriais que atingem ambientes críticos, como redes de telecomunicações e operações financeiras.
“As ameaças evoluem em velocidade elevada e as empresas ampliaram seus orçamentos para proteger dados, operações e reputação. A performance da cibersegurança acompanha esse movimento e deve permanecer forte em 2026”, diz Bocchi.
A área de observabilidade, tradicional carro-chefe da companhia, também registrou volumes recordes, enquanto serviços gerenciados e de campo avançaram impulsionados pela digitalização de grandes corporações. A combinação dessas frentes consolidou um modelo de atuação integrado, no qual monitoramento, prevenção e execução operacional caminham juntos.
A expansão da demanda por serviços presenciais levou a empresa a iniciar um movimento de descentralização territorial. Em 2025, a Delfia começou a estruturar hubs regionais no Estado de São Paulo, com unidades em implantação em Praia Grande, Sorocaba e Presidente Prudente. A estratégia busca reduzir custos logísticos, aumentar proximidade com clientes e elevar a eficiência das entregas.
“A descentralização é um caminho sem volta. Os hubs ampliam a eficiência econômica e melhoram o nível de serviço em regiões estratégicas”, afirma o executivo.
Se 2025 foi o ano da aceleração, 2026 deverá marcar a consolidação institucional. O orçamento em fase final de aprovação projeta receita líquida próxima de R$ 470 milhões. A ambição financeira, no entanto, vem acompanhada de um plano estruturado de fortalecimento interno.
A companhia pretende investir em novas lideranças, amadurecer o time de delivery e reforçar práticas de governança. Estão previstas a ampliação de certificações, a estruturação de um conselho de administração, o avanço das auditorias internas e o aprimoramento dos controles operacionais.
“Crescer rápido exige bases sólidas. Estamos direcionando recursos para governança, qualidade e pessoas, garantindo que a empresa permaneça saudável, previsível e preparada para um novo patamar”, afirma Bocchi.
A inovação segue como eixo central da estratégia. Para 2026, estão previstos cerca de R$ 5 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. Parte dos recursos será destinada à automação e orquestração de soluções de observabilidade com apoio de inteligência artificial, voltadas à melhoria da tomada de decisão operacional. Outra frente envolve o desenvolvimento de soluções omnichannel com uso de IA generativa para automação e tratamento inteligente de chamados.
Em paralelo, a Universidade Corporativa Delfia continuará atuando como instrumento de qualificação técnica e amadurecimento profissional. A iniciativa reúne trilhas internas de capacitação, certificações, parcerias com fornecedores estratégicos e incentivo a formações externas, incluindo especializações e MBAs.
Ao final de 2025, a empresa somava cerca de 720 colaboradores. A meta para o próximo ciclo é alcançar aproximadamente mil profissionais, acompanhando a expansão do portfólio e a descentralização das operações no País.
O movimento indica que a Delfia não busca apenas crescer, mas estruturar um modelo capaz de sustentar a expansão em um ambiente de negócios cada vez mais orientado por resiliência digital, eficiência operacional e governança. Se 2025 consolidou a curva ascendente, 2026 deverá testar a capacidade da companhia de transformar ritmo acelerado em crescimento sustentável.
