Valor Investimentos projeta triplicar ativos até 2030 e atingir R$ 50 bilhões sob custódia

Assessoria capixaba acelera crescimento com atuação nas verticais de investment banking, estruturação de operações imobiliárias, soluções corporativas e welth management

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Imagens: Divulgação

Gestora capixaba, criada em 2003, possui atualmente R$ 16 bilhões sob custódia

Gestora capixaba, criada em 2003, possui atualmente R$ 16 bilhões sob custódia

Foram 13 anos desde sua fundação, em 2003, para a Valor Investimentos alcançar seu primeiro R$ 1 bilhão sob custódia, em 2016. A gestora capixaba encerrou 2025 com R$ 16 bilhões e anuncia agora um plano ousado de expansão, com metas robustas para os próximos cinco anos. A companhia pretende triplicar os ativos e alcançar R$ 50 bilhões sob gestão até 2030, dobrar o número de colaboradores, chegando a 650 profissionais no mesmo período, e ampliar sua atuação com produtos que vão além da assessoria tradicional de investimentos. O plano foi obtido em primeira mão pelo BRAZIL ECONOMY.

Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, afirmou que o movimento reflete a maturidade da empresa e a consolidação de um modelo de negócios que combina crescimento orgânico, diversificação de serviços e fortalecimento da equipe.

“A Valor nasceu com espírito empreendedor e foco absoluto no cliente. O que projetamos para 2030 é resultado de planejamento, consistência e da construção de uma cultura sólida. Queremos crescer com qualidade, ampliando nossa presença e aprofundando nossa atuação em novas verticais estratégicas”, disse Teles, ao ressaltar que aquisições de outras operações também estão no radar.

Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos
Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos

Paulo Henrique Corrêa, sócio-fundador da Valor Investimentos, destacou que a intenção é acelerar o crescimento em novos serviços, desenvolvendo atuação nas verticais de investment banking, com foco em crédito estruturado e M&A, além da estruturação de operações imobiliárias e soluções corporativas.

“Também queremos intensificar o avanço da nossa gestora de recursos de terceiros, com o lançamento de novos produtos e o fortalecimento da área de wealth management”, afirmou Corrêa.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 10% é a fórmula para crescer. “Quando olhamos para os próximos cinco anos, o plano roda sobre a plataforma de CDI +10”, enfatizou Teles, ao ressaltar que a companhia vai além de ser “simplesmente gestores de carteira”.

“Começamos a falar de mercado de capitais, estruturação, crédito… investment banking mesmo. Algumas coisas já estão em andamento”, salientou o sócio da Valor Investimentos, que estruturou a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Coritiba Foot Ball Club, do Paraná.

Desde junho de 2023, o Coxa, como é chamado o time paranaense, é controlado pela Treecorp Investimentos, que adquiriu participação por R$ 1,1 bilhão, valor previsto para ser aplicado ao longo de 10 anos, incluindo o pagamento de dívidas, a reforma do estádio Couto Pereira e a construção de um centro de treinamento.

Paulo Henrique Corrêa, sócio-fundador da Valor Investimentos
Paulo Henrique Corrêa, sócio-fundador da Valor Investimentos

Nesse ciclo dos próximos cinco anos, a Valor Investimentos pretende fortalecer seu posicionamento como plataforma financeira completa. Para Teles, a diversificação é um passo natural na evolução da companhia.

“O mercado mudou e o cliente também. Hoje não basta apenas oferecer produtos de investimento. É preciso entregar soluções completas, estruturadas e estratégicas, tanto para o investidor quanto para empresas que buscam capital, estruturação ou crescimento via M&A”, disse.

“Não se trata apenas de crescer em números, mas de crescer mantendo excelência, proximidade com o cliente e visão de longo prazo”, acrescentou o executivo.

Expansão territorial

Criada em Vitória (ES), a Valor Investimentos também possui escritórios próprios em São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Brumadinho (MG), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Linhares (ES). O planejamento estratégico prevê expansão territorial para regiões com potencial que ainda são pouco assistidas por gestoras e assessorias. Limeira, cidade do interior de São Paulo, é um dos destinos potenciais.

“Vamos abrir operações em praças que possuem baixa penetração das corretoras, mas com grande concentração bancária. As capitais, especialmente do Sul e do Sudeste, estão muito saturadas”, disse Teles, ao observar ainda que a equação para definir as regiões envolve quantidade de habitantes, PIB local e presença (ou a falta dela) de produtos financeiros.

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