Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Bahia são os Estados que mais possuem contratos em consórcios, seguros e serviços especializados, segundo estudo da Unifisa, uma das principais empresas em soluções financeiras voltadas a esses setores. Como quase toda estatística do ramo econômico e financeiro, São Paulo lidera a concentração de mercado, com 56,97% dos contratos analisados. Na sequência estão Minas Gerais com 5,76%, Paraná com 4,57%, Mato Grosso com 4,29% e Bahia, 3,88%.
Para Thiago Savian, diretor comercial da Unifisa, os dados mostram que o consórcio tem sido cada vez mais utilizado como uma ferramenta estratégica de planejamento financeiro, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.
“O crescimento da modalidade reflete um consumidor mais consciente, que busca alternativas para aquisição de bens de forma organizada e sustentável, sem comprometer o orçamento”, disse o executivo.
O levantamento da Unifisa analisou mais de 50 mil clientes da empresa e considerou critérios como faixa etária, perfil de renda, classe social, produtos mais procurados e a distribuição geográfica do consumo em todo o País.
Quando analisados os tipos de bens mais desejados, os consórcios de imóveis lideram com ampla vantagem na Unifisa, representando mais de 70% das contratações.
O dado evidencia o consórcio como uma das principais alternativas para a aquisição planejada da casa própria ou de imóveis para investimento. Em seguida, aparecem os consórcios de automóveis, com 19,47%, seguidos por maquinários (6,70%), bastante utilizados por empresas e produtores rurais, e embarcações (2,44%), que refletem um nicho específico de consumo.
Já o perfil dos investidores da base da Unifisa aponta para pessoas de 40 a 49 anos, faixa que representa 25,20% do total de clientes. Esse público tende a buscar o consórcio como estratégia de organização financeira e diversificação de patrimônio, de acordo com a companhia.
Logo após estão os consumidores entre 30 e 39 anos (20,47%), que veem na modalidade uma forma de planejamento de médio e longo prazos. Os jovens com até 21 anos também se destacam, somando 20,12%, o que indica uma entrada cada vez mais precoce no mercado de consórcios.
O estudo mostra ainda diferenças relevantes no perfil dos contratantes. As pessoas jurídicas respondem por 26,9% das contratações, percentual superior ao das mulheres, que representam 19,5%. Segundo a Unifisa, esse dado reflete o uso do consórcio como ferramenta estratégica para expansão, renovação de frota e aquisição de ativos por empresas.
Já os homens seguem como maioria entre os consorciados, concentrando 53,6% do total, embora o levantamento indique uma tendência gradual de crescimento da participação feminina nesse mercado.
