Rei do Camarote amplia eventos e parcerias com marcas e estima R$ 110 mi de receita

Léo Rizzo, fundador e CEO da Soccer Hospitality, maior rede de camarotes em estádios de futebol e arenas esportivas do País, estima crescimento de até 14%

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Imagens: Divulgação/Reprodução Soccer Hospitality

Léo Rizzo, fundador e CEO da Soccer Hospitality

Léo Rizzo, fundador e CEO da Soccer Hospitality

Difícil dizer um evento que Léo Rizzo não tenha promovido em sua trajetória, que começou como monitor de acampamento, ainda adolescente, até se tornar o Rei do Camarote, com a Soccer Hospitality, fundada em 2014. Foram milhares de festas infantis, formaturas e casamentos (um deles dentro de uma mina de ouro), além de uma imersão em festas em mais de 20 países, até chegar ao modelo de negócio que promove hospitalidade e entretenimento VIP dentro de nove estádios de futebol do Brasil, no Sambódromo de São Paulo e em dois autódromos. Rizzo quer mais. Para este ano, vai dobrar o tamanho da área no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, para recepcionar os fãs de Fórmula 1, e pretende abrir mais um camarote em uma arena futebolística do Nordeste.

Nos espaços — que oferecem serviços de barbearia, tatuagem, maquiagem, jogos eletrônicos, comida e bebida à vontade, além de shows musicais e presença de ídolos do esporte — passaram 700 mil pessoas no ano passado.

O faturamento foi de R$ 100 milhões, 24% acima do registrado no ano anterior. Para este ano, a projeção de crescimento está na faixa de 10% a 14%, em uma receita que pode ultrapassar R$ 110 milhões.

Entre jogos de futebol, corridas, Carnaval e alguns shows realizados nos estádios em que atua, foram cerca de 400 eventos realizados no ano passado.

Assim como na Arena do Grêmio, os camarotes oferecem comidas, bebidas, entretenimento, ativações de marcas, shows ao vivo e 'ainda' tem um jogo de futebol para assistir
Assim como na Arena do Grêmio, os camarotes oferecem comidas, bebidas, entretenimento, ativações de marcas, shows ao vivo e ‘ainda’ tem um jogo de futebol para assistir

No modelo de negócio da Soccer Hospitality, os clubes de futebol são sócios, já que a companhia aluga o espaço, comercializa o ingresso com valor agregado e divide a renda com o time parceiro.

“Os clubes são nossos sócios. Levamos uma rentabilidade maior para eles. Estamos entregando receita, um dinheiro novo na mesa”, disse Rizzo, que traz na bagagem a realização de eventos como o catering da sala de imprensa da Seleção Brasileira na Copa de 2010 (África do Sul), a Florida Cup (EUA) e a Casa Brasil nas Olimpíadas de Paris (França).

O mais recente espaço fixo conquistado pela Soccer Hospitality é na Arena das Dunas, em Natal (RN), onde possui 5.000 lugares para serem explorados comercialmente.

Rizzo também atua no Estádio do Morumbis (com o Camarote dos Ídolos), na Neo Química Arena (Fielzone), no Allianz Parque (Fanzone), na Vila Belmiro (Boteco Santista), no Estádio Nilton Santos (Firezone), na Arena do Grêmio (Imortal Sports Bar), na Arena Casa de Apostas (Esquadrão Zone) e no Estádio dos Aflitos (Timbuzone).

No total, são 18 mil lugares que a Soccer Hospitality possui e comercializa semanalmente em todo o País. É como se a empresa fosse dona de um estádio maior do que o do Santos FC, que tem capacidade para 15 mil pessoas.

O modelo vem crescendo ano a ano. “No Allianz Parque, começamos com 96 lugares. Hoje temos 1.000. Na Neo Química Arena, começamos com 300 lugares. Atualmente temos 900. Conseguimos montar grandes operações com grande fluxo financeiro”, discorreu o CEO, formado em Educação Física e fanático por futebol.

Com tantos serviços e experiências — a maioria incluída no valor do ingresso — acontecendo antes, durante e depois dos jogos, o ticket médio é, obviamente, mais alto. Chega a R$ 2.000 em finais de campeonato. Mas engana-se quem acha que o preço afasta os torcedores. Pelo contrário.

“Nossa taxa de ocupação em estádios do Sudeste é de 93% (maior do que a média dos ingressos de arquibancada, por exemplo). No Nordeste, está em torno de 80%”, disse Rizzo, mineiro de Juiz de Fora, filho de um mecânico e de uma professora.

Além disso, no Sambódromo do Anhembi, na capital paulista, comanda o Camarote 011. Com foco em eventos automobilísticos, possui o Terrace (Autódromo de Interlagos), durante a Fórmula 1, e o Lounge Speed Zone (Autódromo de Goiânia), na MotoGP.

Ex-goleiro do Corinthians, Ronaldo Giovanelli é presença constante no Fielzone, na Neo Química Arena
Ex-goleiro do Corinthians, Ronaldo Giovanelli é presença constante no Fielzone, na Neo Química Arena

Marcas e ídolos

Com eventos, espaços e entretenimento diferenciados, muitas marcas se associam à Soccer Hospitality para fazer ativações e iniciativas de branding nos espaços. São 37 atualmente.

A Jack Daniel’s foi uma das primeiras a acreditar no projeto de Rizzo. Brahma, Petra, Canção, Polpanorte, Frisabor e Los Los Sorvetes são outras empresas apoiadoras e patrocinadoras dos camarotes da companhia.

Se marcas importantes estão no negócio de Rizzo, por outro lado o empresário incentiva e apoia ex-jogadores que são ídolos de seus clubes. A Soccer Hospitality paga cachê pela participação dos ex-atletas, que são atração à parte para os fãs que frequentam os camarotes.

“Geralmente, os torcedores não têm a oportunidade de conhecer e conviver um pouco com seus ídolos. Sem a presença deles nos camarotes, talvez nunca os encontrassem. É gratificante esse trabalho”, afirmou Rizzo.

Eventos corporativos

Uma vertente que tem se desenvolvido na Soccer Hospitality é a de eventos corporativos. Foram mais de 500 eventos para empresas realizados em 2025, fora dos dias e horários de jogos. Essas festas cresceram 65% em relação ao ano anterior.

“O que torna nossos camarotes ideais para eventos corporativos é a combinação entre estrutura de alto padrão, operação profissional e uma experiência que gera valor emocional e de marca”, disse o CEO, ao ressaltar que o ambiente esportivo se torna um atrativo diferenciado.

“As arenas oferecem algo que poucos espaços conseguem reproduzir: engajamento genuíno. Estar ali desperta emoção, pertencimento e conexão, e esses são sentimentos que fortalecem o vínculo entre a marca e os colaboradores”, frisou Rizzo, que comemora os resultados dos negócios.

 

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