Com o fim das rodadas de negociações na COP30, as companhias que investem em transição energética vão traçando suas diretrizes para os próximos anos. Neste ecossistema, a Cummins pode ser considerada uma “mãe” das empresas que trabalham com esta tendência, já que está na prateleira das centenárias: fundada no estado de Indiana, EUA, em 1919, é especializada em motores e geradores à diesel e combustíveis alternativos, além dos componentes e tecnologia relacionados.
Em 2025, a Cummins já se consolidou como líder em soluções globais de energia acompanhando o contexto histórico de todas estas décadas, incluindo o ápice do petróleo como principal fonte de energia e as discussões sobre a necessidade de usá-lo menos.
A empresa está investindo US$ 1,4 bilhão ao longo de 2025, com a ideia de permanecer neste patamar de aporte em 2026, buscando o desenvolvimento de pesquisas que diminuam as emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia de valor.
Com isso, oferece um portfólio diversificado de soluções energéticas, que combinam combustíveis alternativos, avanços contínuos em motores a combustão, eletrificação e hidrogênio. Também busca otimizar o uso de recursos, promover a eficiência produtiva e adotar práticas de economia circular, reduzindo desperdícios e ampliando o reaproveitamento de materiais.
Falando em termos numéricos, a Cummins pretende avançar a neutralidade de carbono até 2050. Por meio da estratégia Destino ao Zero, a iniciativa quer reduzir pela metade as emissões absolutas de gases de efeito estufa nas operações e em 25% as emissões da cadeia de produtos até 2030.
“O Destino ao Zero traduz nossa visão de que prosperidade e sustentabilidade caminham lado a lado. É uma estratégia que conecta inovação, impacto social e crescimento responsável, ajudando nossos clientes a navegar pela transição energética enquanto fortalecemos nossos negócios”, afirmou Adriano Rishi, CEO da Cummins Brasil.
A ideia também é implementar planos de circularidade em 90% dos novos produtos, reduzir em 30% o consumo absoluto de água nas operações e alcançar o status de Net Water Positive, ou seja, selo de instituições que geram benefícios hídricos superiores ao consumo anual da companhia em todas as regiões onde atuam.
O Brasil é hoje uma das referências mundiais em energia limpa: mais de 88% da matriz elétrica nacional é renovável, segundo o Ministério de Minas e Energia. A força da energia hídrica, somada ao avanço da solar e da eólica, posiciona o país na vanguarda da descarbonização. Ao mesmo tempo, o uso de biocombustíveis, como etanol, biodiesel e biometano, amplia a descarbonização do transporte, criando um sistema complementar em que renováveis e biocombustíveis avançam juntos.
No Brasil, são cerca de R$ 50 milhões investidos em pesquisas anualmente que se unem ao know how global da empresa. Atualmente no País, já estão disponíveis motores a diesel e biodiesel que oferecem ganhos contínuos de eficiência e reduzem em até 80% as emissões, atendendo aos mais exigentes padrões de emissões globais.
A companhia também criou um conceito de motor a etanol, desenvolvido especificamente para o contexto brasileiro, que explora o potencial do biocombustível nacional, com redução de até 65% nas emissões de CO₂ em comparação ao diesel tradicional.
O Centro Técnico Brasil, em Guarulhos (SP), atua como polo de inovação e tropicalização de tecnologias, desenvolvendo soluções que valorizam os diferenciais da matriz nacional e aceleram a transição para uma economia de baixo carbono.
“Nosso papel é liderar pelo exemplo, inovando com responsabilidade, colaborando com parceiros estratégicos e valorizando as oportunidades únicas que o Brasil oferece em energia limpa e renovável”, disse o CEO.
Unidade de negócios para incentivar pesquisas
A Accelera foi a unidade de negócios criada pela Cummins para desenvolver tecnologias de emissão zero. Ela inclui um sistemas de baterias, células de combustível, e-Powertrain e eletrolisadores, atendendo indústrias essenciais como transporte, energia, infraestrutura e manufatura. Ela desempenha um papel fundamental na estratégia “Destino Zero” da Cummins, que reconhece os desafios de alcançar emissões líquidas zero até 2050, exigindo uma combinação ampla e integrada de soluções tecnológicas.
“A Accelera simboliza o avanço da Cummins em direção a um futuro de energia sustentável, conectando eficiência, inovação e impacto positivo para as próximas gerações”, enfatizou Rishi.

